A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) anunciou que recorrerá da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou arquivar o pedido de reajuste salarial de 4,8% aos magistrados. O agravo regimental a ser interposto pela entidade nos próximos dias será analisado pelo plenário do STF. Relator do mandado de [...]
quinta-feira 9 fevereiro 2012 às 18:15
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) anunciou que
recorrerá da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo
Tribunal Federal (STF), que mandou arquivar o pedido de reajuste
salarial de 4,8% aos magistrados. O agravo regimental a ser interposto
pela entidade nos próximos dias será analisado pelo plenário do STF.
Relator do mandado de injunção coletivo impetrado pela Ajufe,
Lewandowski entendeu que não houve a alegada omissão do Congresso na
análise do projeto de lei apresentado pelo STF em agosto de 2011
prevendo o reajuste de 4,8% para todos os magistrados.
Na sua
decisão, o ministro deixou claro que consultou o site da Câmara dos
Deputados e verificou que a tramitação do projeto está regular, em
regime de prioridade e já tem parecer favorável do relator na Comissão
de Trabalho, de Administração e Serviço Público. “A presente impetração
revela-se, portanto, manifestamente prematura”, ressaltou Lewandowski.
o recurso da Ajufe quer explorar uma divisão que há dentro do STF. O
ministro Marco Aurélio, por exemplo, defende publicamente o reajuste
anual dos vencimentos dos servidores e critica o governo por não
respeitar o texto constitucional. “O Estado tripudia, porque a
Constituição prevê que anualmente deve ocorrer reposição do poder
aquisitivo da remuneração. Hoje, estou sem reajuste há seis anos.
Continuo trabalhando da mesma forma ou até mais. Há enriquecimento sem
causa de uma parte da relação jurídica, que é a União”, disse Marco
Aurélio, ressalvando que não conhece os termos da ação analisada por
Lewandowski.
A Ajufe pretende apresentar duas petições com o
pedido de urgência na análise de outros dois mandados de injunção da
entidade: um de 2009 e outro de 2011, que até hoje não foram apreciados
pelo STF. “Desde 2009, o teto da categoria não é atualizado. Três anos é
um prazo mais do que razoável”, desabafou Gabriel Wedy, presidente da
Ajufe.

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